Onde está o conhecimento?

Há muito venho observando e testando em mim mesma como aprender de forma mais rápida e assertiva. Comecei testando os grupos nas redes sociais e descobri uma série de cursos e dicas que estão fora dos principais circuitos da educação tradicional (diga-se de passagem escolas e universidades).

Me inscrevi nestes tais cursos, claro que sem antes rastrear quem eram os palestrantes, histórico, metodologias aplicadas etc e tal – a internet nos dá essa facilidade. E fui lá conferir o resultado, confesso que me espantei com o que colhi nesta jornada: conheci pessoas incríveis, professores e mentores que mantenho na minha relação até hoje, tive novos insights, aprendi novas metodologias, compartilhei experiências e me encorajei para trilhar a minha própria jornada.

O QUE ESTÁ MUDANDO?

Onde esta o conhecimento Descoberta

Outro dia li um texto do Renato Bernhoeft publicado no Valor Econômico, que dizia mais ou menos assim:

…Os pais não poderão mais orientar seus filhos com base nos seus modelos de vida e carreira profissional. Eles devem estimular o espírito empreendedor desde muito cedo nas crianças e ampliar as discussões e debates sobre alternativas de realização profissional e pessoal. Também é preciso buscar formas para criar filhos com uma visão mais multicultural e internacionalizada, tornando-os independentes e assumindo mais riscos em relação aos seus sonhos e desejos pessoais.

As instituições de ensino vão sofrer profundas alterações nas suas finalidades, metodologias e conteúdos. A educação deverá se situar mais próxima do mundo real e o professor não poderá ser apenas aquele que leva conhecimento aos alunos, mas um mestre que leva o estudante ao conhecimento.

As empresas deverão rever seus modelos de carreira, estímulos, hierarquia e retenção de talentos. Possivelmente incorporando colaboradores com uma mentalidade que ultrapasse a mera expectativa do vínculo do emprego, captando também profissionais com perfil empreendedor e inovador.

Os governos, por sua vez, precisarão repensar suas políticas públicas sobre trabalho, tecnologia, inovação, modelos empresariais, novos segmentos de atividades, contexto urbano, maior longevidade e mais idosos permanecendo no mercado de trabalho.…

Pois é, algumas mudanças já percebo na escola dos meus sobrinhos… não possuem um livro padrão, uma fonte única de conhecimento adotada pela escola, os alunos podem e devem acessar os seus avós, a internet, buscar outros livros, buscar outras fontes de informação. Na aula, aprendem a compartilhar o que estudaram e constroem algo maior e mais significativo para o grupo. No final todos saem ganhando.

O QUE NOS IMPEDE?

A pergunta que não quer calar é: Por que não fazemos isso nas empresas? O que nos impede? Quais os medos?

Onde esta o conhecimento Troca

Trabalhei durante anos em uma média indústria, e vejo que o aprendizado compartilhado é um dos grandes trunfos para a PME se destacar ou se diferenciar no oceano infinitamente vermelho. É claro que temos a lição básica e todos os “P” de marketing devem ser cumpridos, mas a questão é que uma empresa é constituída de pessoas e pessoas não são máquinas para executar apenas funções pré-determinadas. Não estamos mais na era industrial, já passamos da era do conhecimento, estamos na era do social, na era onde integramos o conhecimento e as habilidades com a alta conectividade e inter-relações (os 3 graus de separação no Facebook já são uma verdade).

A evolução do aprender deve ser incutida nas empresas como um dever de casa. E podemos aprender a aprender: gerindo grupos multidisciplinares, usando de forma assertiva as redes sociais, participando de grupos de trabalho e de discussão – no mundo atual são estas as ferramentas essenciais para o nosso evoluir – não excluo os livros e as universidades, mas ressalto as outras formas de aprender e a velocidade das inter-relações.

Em mundo altamente conectado, a empresa isolada corre o risco de ficar para trás, não porque não tenha a capacidade de evoluir o seu próprio negócio, mas se neste exato momento eu tenho uma ideia, centenas de outras pessoas no mundo estarão conectadas a ela ou próximas desta mesma ideia. Há milhares de pessoas compartilhando e aprendendo de forma colaborativa e a velocidade atingida por estas mudanças é exponencial.

INTERNET E ALEX ATALA

Em uma entrevista recente do Alex Atala na Revista Época, o reporter pergunta:

Você não se preocupa em guardar conhecimento? Alex Atala – O advento da internet destruiu isso. Antigamente, o chef escondia o seu segredo para conseguir atrair as pessoas até ele. Hoje, o chef divulga para reivindicar autoria. E autoria traz os clientes. Nada mais legítimo do que conhecimento público.

Em uma era de incertezas, a abertura para o imponderável se torna umas das chaves para o sucesso, mas para suportá-lo devemos manter o nosso conhecimento em constante evolução, o aprender não está mais no passado – deve ser construído, formado ao longo da vida e entendida como um processo permanente.

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